
Ah, o Amor! Embora haja milhares de livros filosóficos que falem sobre o assunto, além dos de poesia, nunca encontrei um que me agradasse por completo. Ou são sérios demais, ou superficiais demais, poéticos demais, ou meras repetições do que outros disseram. E assim, seus autores sempre acabam viajando na maionese.
Sabe, por mais que existam coisas belas na vida, o que sobra disso tudo se tirarmos o amor? Por exemplo, eu adoro lugares como o da foto abaixo (São Miguel das Missões), mas de que adianta estar sozinho em um lugar assim sem ninguém para compartilhar tal beleza?
Creio que até mesmo meu mestre, Schopenhauer, exagerou um bocado ao dizer que esse sentimento é uma mera armadilha da natureza para garantir a perpetuação da espécie, e assim prolongar o sofrimento do mundo até o fim dos dias. Que a vida é mesmo uma desgraça e é feita de um sem-fim de sofrimentos, eu estou de acordo. Mas como todo jovem enamorado tendo a discordar e a acreditar que isso vai muito além do que podemos conhecer empiricamente e adentrar o campo da metafísica dos sentimentos humanos. Não, não estou tentando fundar nenhuma nova subdivisão para a metafísica, nem falar de objetos transcendentes, mas sim encarar o fato de que sentimentos estão dentro de nós (nossos corpos físicos) e nos são intrínsecos, e talvez, mais que qualquer outro sentimento, o amor é por excelência o que mais tem poder de nos afetar.Pergunto-me: de que vale um QI de 200 se não se consegue entender uma porra de sentimento que praticamente todos experimentam alguma vez em suas vidas? É sacanagem desses intelectuais ou será que é mesmo tão difícil falar sobre?
Bem, enquanto eu mesmo não sou capaz de achar uma resposta, deixo aqui exposta minha dúvida. E como eu próprio estou experimentando essa sensação maravilhosa, seria meio impróprio escrever uma apologia ao amor. Mas que é bom, ah isso eu garanto que é!
=)
A propósito: Te amo Phu!


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