<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472</id><updated>2011-08-12T12:45:03.110-07:00</updated><category term='Música; Desabafo'/><title type='text'>Demônio Filosófico</title><subtitle type='html'>Filosofia, ciência, política e baboseiras aleatórias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-1924141020712837974</id><published>2011-04-10T16:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T16:29:45.894-07:00</updated><title type='text'>Sobre armas e atiradores</title><content type='html'>O texto abaixo é um comentário a uma &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/escolas-tiro-aceitam-menores-idade-20110410-034700-081.html"&gt;reportagem&lt;/a&gt; veiculada hoje, onde o autor parece querer dizer que as escolas de tiro estão formando futuros atiradores como&amp;nbsp;Wellington Menezes de Oliveira, &lt;ironia mode="" on=""&gt; simplesmente por não exigirem teste psicológico, exame parasitológico, de sangue, antidopping, tomografia, colonoscopia, mapa astral para saber se a combinação dos astros não estão contribuindo para que a pessoa saia atirando a esmo assim que tomar uma arma nas mãos &lt;ironia mode="" off=""&gt;...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para mim, o autor do texto é apenas um sensacionalista sem mais o que fazer.  Estava sendo cobrado por um texto e escreveu isso na base da pressão, só  pode ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acha que, aprendendo a atirar, o cidadão se  transforma em um atirador irracional que sairá testando seus  conhecimentos no primeiro que aparecer. E onde é que ele conseguirá uma  arma? Nas lojas, sendo que a documentação necessária inclui exame  psicológico? Mesmo que conseguisse, não conseguiria o porte de arma que é  dificílimo de se conseguir (somente com autorização da PF e com uma  espera razoável) e bastante caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi a atirar no  exército, de graça, com fuzil e pistola, e sei atirar muito bem. Muitos  colegas meus eram ligados ao tráfico, convivíamos lado a lado e ninguém  jamais passou por um único teste psicológico. Alguns deles já estão  presos. E gostaria de saber do autor do texto ele acha que eu ter  aprendido isso me faz perigoso. É o meu conhecimento ou a intenção de  usar tal conhecimento que podem fazer de mim um potencial assassino? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  exército eu aprendi como amarrar um prisioneiro, como me esconder, como  usar as condições do terreno ao meu favor, a fazer armadilhas, a ser  cruel se preciso. E não passei por nenhum teste psicológico para  adentrar as forças armadas. Ninguém passa. Ninguém! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha  opinião o autor desse texto é apenas um sensacionalista de visão tão  curta que, a favor do desarmamento, escreve qualquer coisa para culpar  as armas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode comprar 200 armas e ter uma coleção em casa  se quiser. Nenhuma delas sairá do lugar sozinha e atirando a esmo. É  preciso que você as tire do lugar e as empregue, sabendo o risco que  corre e a que expõe os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista levou em consideração  que o atirador estava se vingando do bulling que sofreu? Levou em  consideração que muito mais crianças podem estar sendo afetadas nos  colégios por conta de agressões físicas, verbais e morais? Se ele quer  fazer algo útil, faça uma reportagem sobre isso. Eu fui vítima de  bulling, conheço muitas pessoas que também foram. Eu, felizmente, não me  deixei afetar por isso, mas será que outras crianças não serão futuros  atiradores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ele vai culpar os produtores de Grey's  Anatomy por terem filmado um episódio (da sétima temporada) em que os  médicos atendem a várias crianças vítimas de um atirador desequilibrado  que como esse adentrou uma escola com uma arma atirando a esmo e atirou  em si mesmo, e vai ligar as duas coisas como causa e consequência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que ele vai culpar a Deus, uma vez que o atirador cita a bíblia bárias vezes em sua carta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero ver se ele vai ter culhão de ir exigir junto ao Comando do Exército que aplique testes psicológicos nos potenciais recrutas do serviço obrigatório. Isso eu quero ver!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentar o rabo em uma cadeira e escrever um texto qualquer até eu escrevo, e não estou ganhando coisa alguma para escrever esse comentário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso me lembra uma reportagem que relacionava o número de policiais à violência nas cidades: quanto maior o número de policiais, mais violentas, mais crimes cometidos; quanto menos policiais, mais pacíficas. O cara que escreveu isso parecia dizer que o policiamento só aumenta o crime. Ele se esqueceu de que uma cidade pequena, ou onde há pequena incidência de crimes não necessita de policiamento tão intenso quanto uma cidade como o Rio de Janeiro, ou que uma cidade como São Paulo com um policiamento 10 vezes menor se transformaria num inferno. A relação de causa e consequência nos dois casos me parece a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Armas são apenas instrumentos utilizados por pessoas para determinado fim. Atiradores sabem utilizá-las. O atirador do crime em questão não sabia atirar, errou mais de 50% dos disparos. Atiradores de verdade sabem o que fazem, o&amp;nbsp;Wellington estava fora de si. Querer culpar as armas pelos crimes de pessoas que as portam é como culpar o carro por atropelar o pedestre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pena que lógica ainda não é uma disciplina obrigatória nos colégios e faculdades... Talvez isso nos salvasse desse tipo de jornalistas.&lt;/div&gt;&lt;/ironia&gt;&lt;/ironia&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-1924141020712837974?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/1924141020712837974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/04/sobre-armas-e-atiradores.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/1924141020712837974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/1924141020712837974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/04/sobre-armas-e-atiradores.html' title='Sobre armas e atiradores'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-6789185050787092048</id><published>2011-04-03T11:45:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T11:45:17.961-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música; Desabafo'/><title type='text'>Músicas de academias</title><content type='html'>Para mim, muito mais difícil que treinar sério todos os dias sob condições adversas, tem sido aguentar as músicas de gente retardada que tocam nas academias. Isso sim é um suplício! Cacete, você alí com uma barra carregada com 200kg e uma musiquinha tipo "I heard you say" ou "Every night is gonna be a good night" tocando muitas vezes num som absurdo que não dá para abstrair. Esses são apenas dois exemplos, há barulhos piores que estes, acreditem. Mas o que é que me deixa indignado realmente não é o estilo musical: é a falta de cérebro das pessoas de colocarem músicas que estimulem nosso mecanismo de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se estou certo, mas acredito que essas misiquinhas com letras imbecis são escolhidas de forma inconsciente, de maneira que a academia passa a ser um ambiente lúdico onde as pessoas vão para "se divertir" e passar horas agradáveis se socializando com os amigos, ou seja, tais músicas são escolhidas de forma que a academia lembre muito uma "balada"! Fodam-se os atletas de verdade que estão lá dando o máximo de si para alcançar seus objetivos, o que importa é a frangalhada ficar feliz porque está numa mini-balada. Em tempo: chamo de frangalhada aquelas pessoas que só vão para a academia no verão, não se preocupam com a saúde mas com a estética, que descansam por um tempo absurdo nos aparelhos ou ficam conversando com os amiguinhos sobre as baladas e assuntos que podem perfeitamente ficar para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o tal mecanismo de fuga? Pois bem, imagine a cena do filme Titanic onde o Jack está de braços abertos com a Rose fingindo voar pelo oceano. Imaginou? Agora coloque a trilha sonora do filme Rambo II ao fundo. De fato, não combina, fica bizarro não é?. Ou coloque "My heart will go on" na cena em que o Rambo está sendo perseguido pelos soldados inimigos e destruindo tudo. Combina? É claro que não. Pois músicas de filme de ação em geral não são feitas por acaso, os músicos e produtores trabalham nelas justamente para causar no público a sensação de tensão que a cena do filme sugere, por isso a sonoplastia do filme é tão importante. Do mesmo modo um romance tem uma música de fundo que desperte no público um sentimento de tranquilidade ou comiseração dependendo da cena. Isso é realizado através da combinação de determinados acordes e letras que coadunem com a melodia. Eu mesmo ouço desde música clássica até Heavy Metal nos meus treinos e não vejo problema nisso. Mas como explicar isso para os débeis mentais das academias que estão incumbidos de colocar as músicas? Para eles é tudo uma questão de gosto, &amp;nbsp;ignoram tudo o que você diz pois você é que é um chato que não gosta das mesmas músicas que eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso vou indo para a "balada" treinar, até o dia em que eu tiver a minha própria academia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-6789185050787092048?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/6789185050787092048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/04/musicas-de-academias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/6789185050787092048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/6789185050787092048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/04/musicas-de-academias.html' title='Músicas de academias'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-5728429868007995868</id><published>2011-03-30T19:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T19:38:13.350-07:00</updated><title type='text'>Sobre a Felicidade</title><content type='html'>Segundo Aristóteles a Felicidade é o Bem Supremo, ou seja, é a melhor coisa que podemos alcançar na vida. Muitos pensadores compartilham dessa opinião, mas nem todos. Segundo Schopenhauer, o mundo é um inferno e os homens são os demônios uns dos outros (frase adaptada), a felicidade é uma quimera, só a dor é positiva, e, por isso, o ser humano está fadado ao sofrimento. Compartilho da opinião de Schopenhauer e da de Aristóteles. Mas como conciliar pensamentos tão diferentes? É bastante simples: a Felicidade é uma ilusão, uma doce ilusão, mas nada mais que isso. O ser humano passa a vida toda buscando por ela, por vezes acredita ter encontrado, mas a miragem se desfaz e ele se vê novamente num inferno pior que o de antes. A Felicidade é o bem mais valioso, quem a tem está muito bem, mas não passa de uma ilusão, uma quimera.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade tem um mecanismo muito parecido com o sentimento religioso. Se eu acredito fortemente em um Deus todo-poderoso que me ama, é meu criador e me levará para um lugar infinitamente melhor que esse após a minha morte, de fato, vou ter a impressão de que ele existe e poderei até ter visões de que ele fala comigo, poderei me curar de algumas doenças sem explicação aparente e até viver mais que o esperado. Mas, para mim, isso não passa de uma ilusão. A Felicidade sempre parece estar muito próxima daqueles que acreditam em sua existência, mas porquê? Quanto mais eu acredito que sou feliz, mais feliz eu sou. Os mártires que o digam: morrem sob os piores sofrimentos, mas morrem felizes. Eu diria que a Felicidade é um processo mental, um mecanismo da natureza para tornar o ser humano mais resistente. Porque é que pessoas paupérrimas podem ser mais felizes que milionários bem sucedidos? Ora, porque elas acreditam na sua felicidade!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conclusão: a vida é aquilo que você acredita que ela é. Dor, doenças, mutilações, desgraças e muitas coisas horríveis estão aí esperando por você, mas você tem um mecanismo de fuga. Alguns enchem os bolsos de líderes religiosos com o dízimo, outros criam seus próprios contos de fadas. Você não precisa ignorar a realidade do mundo, nem ignorar suas agradáveis ilusões, basta saber distinguir as duas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há muitos pontos que poderiam ser melhor desenvolvidos sobre esse assunto, mas por hora fica como nota.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-5728429868007995868?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/5728429868007995868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/03/sobre-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/5728429868007995868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/5728429868007995868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2011/03/sobre-felicidade.html' title='Sobre a Felicidade'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-4206234355800308648</id><published>2010-06-23T21:00:00.000-07:00</published><updated>2010-11-27T18:22:27.758-08:00</updated><title type='text'>Changes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;A vida é feita de mudanças, disso eu bem sei. Gosto de mudar, mas só quando penso que é para melhor. Muitas coisas em minha vida mudaram e têm mudado, creio que no fim das contas estou muito melhor do que antes. Por vezes dá um frio na barriga encarar situações que fogem ao nosso controle e que não sabemos aonde podem chegar. Estou em uma dessas situações, mas diferentemente de outras tantas vezes, estou feliz, realmente feliz. E estou pronto para crescer ainda mais. =]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-4206234355800308648?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/4206234355800308648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2010/06/changes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/4206234355800308648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/4206234355800308648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2010/06/changes.html' title='Changes'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-9150316610546417217</id><published>2009-10-19T21:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T21:39:09.816-07:00</updated><title type='text'>Ah, o Amor! (2)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/St0-IAOplgI/AAAAAAAAABI/AGFx3q1A-GU/s1600-h/coracao_blog1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536235881043458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/St0-IAOplgI/AAAAAAAAABI/AGFx3q1A-GU/s320/coracao_blog1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é gente, meu estilo não é mesmo de escrever pouco quando tenho algo a dizer. Por esse motivo, complementarei aqui alguns pontos que julgo relevantes e que acho que fizeram falta na postagem anterior. Lembro aos meus leitores, que o meu objetivo aqui não é elucidar coisa alguma, mas sim, investigar, levantar questões relevantes. E para tal, vossa ajuda será muito bem vinda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prossigamos pois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: a maioria das pessoas tende a buscar o sentido da vida em outros mundos, outras vidas, em realidades alternativas, e se esquecem da vida aqui no planeta Terra, que por sinal me parece muito mais concreto. Para tal feito, utilizam-se normalmente de religiões diversas - não acho adequado citar nenhuma em especial, visto que, para mim dá tudo na mesma no fim das contas. No fundo a maioria sabe que está sendo enganada, senão pelos outros, mas por si próprios. Penso não haver – ao menos no âmbito religioso - duas realidades efetivas, duas verdades; todavia, há milhares de religiões pelo mundo afora, cada qual afirmando sua própria “verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que pergunto: Esse pessoal está de sacanagem consigo mesmo e gosta de fazer papel de besta, ou há uma necessidade intrínseca ao ser humano de buscar um sentido para o grande circo que é a vida? No segundo caso, seria mesmo melhor inventar um “barato” qualquer ou investigar o mundo a partir do que temos? Partirei do pressuposto que você que está lendo também está de acordo comigo que a segunda alternativa é sem dúvida a melhor. Tendo isto em vista, prossigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas adoram encher de dinheiro quem lhes oferece uma razão para viver. Entretanto, duvido que alguém venha a me dar dinheiro pelo que escrevo – salvo se eu escrever e vender livros de auto-ajuda. Mas afinal de contas, porque isso acontece? Simples: é mais fácil abstrair da realidade e viver na “Terra do Nunca” do que encarar a realidade da vida. Afinal, quando não se é amado neste mundo, não é bem mais fácil procurar um Deus que nos ame mais que tudo e que possa nos dar aquilo que não temos aqui e ainda muito mais? Não é muito mais fácil entregar o coração para Jesus do que amar uma pessoa de carne e osso? Jesus não reclama, não desce dos céus para dar bronca, não fica de mau humor na nossa frente, não estoura o limite do nosso cartão, não rouba a nossa metade do cobertor durante a noite... Já uma pessoa real (não que Jesus não seja real, mas enquanto ele não vier falar comigo, vou continuar achando que ele não existe ou que está “fazendo ** doce” para o meu lado) tem muitos defeitos, e geralmente só serve para um “sexo sem compromisso”, pois nas novelas “o bonzinho só se fode” – se bem que quem for minimamente sensato vai perceber logo que a vida está mais para um inferno do que para um paraíso, e TODOS se fodem no final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536243441898194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/St0-IcZTEtI/AAAAAAAAABQ/w_KLGZN7jtc/s320/renascimento.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Mas amar não é sinônimo de ser idiota. O estereótipo de mocinho de romance barato só serve para pessoas tão fúteis quanto os próprios romances. Acreditar no amor não implica em ser ingênuo. Não implica em ser menos másculo, aliás, ser “macho” não implica em não se poder ter ou demonstrar sentimentos positivos pelo próximo. Quem acredita que ser macho é ter de dar porrada nos outros machos, está equivocadíssimo quanto ao seu &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt; natural. Neste caso específico, admiro muito mais os homossexuais, pois eles em geral têm coragem de se arriscar pelo que amam, por quem amam, de demonstrar o que sentem, e fodam-se os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mencionar o sentido da vida, não pretendo dizer com isso que é fundamental ter um, nem que a vida possua algum sentido, pois, muito pelo contrário, digo que a vida não possui sentido algum. Somos nós que damos a ela algum sentido. E, se assim é, porque não arranjar um sentido imanente? Lembremo-nos do princípio de razão suficiente &lt;em&gt;“nihil est sine ratione”&lt;/em&gt; – nada é sem razão de ser – e de sua aplicabilidade a qualquer situação do universo. Se não há uma causa, se não há explicação possível, é papo furado e ponto final. Sim, o amor tem uma causa. E não, não enfie Deus no meio da história se não encontras explicação para esse fenômeno maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim o amor e o sentido da vida são faces de uma mesma moeda. Quem nunca esteve aberto ao amor, jamais encontrará sentido nessa desgraceira a que chamamos Vida. Ou na melhor das hipóteses, jamais estará completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, isso é o que penso no momento. Não vou citar ninguém, nem julgo necessária tal atitude, visto que, tenho meu próprio pensamento acerca do amor, e como eu já disse na postagem anterior, até hoje não encontrei nenhum escrito realmente satisfatório sobre o assunto. Se valer de alguma coisa, dou aqui meu testemunho: esse trem é bão dimais sô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como isso aqui não é um artigo científico, dou-me por satisfeito – ao menos por hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, como é fácil perceber, estou enamorado. =) &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536251335715538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/St0-I5zVKtI/AAAAAAAAABY/EU6WkdS4n-k/s320/botticelli_venus1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;*Phu, esse é para você! rsrs&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-9150316610546417217?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/9150316610546417217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/10/ah-o-amor-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/9150316610546417217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/9150316610546417217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/10/ah-o-amor-2.html' title='Ah, o Amor! (2)'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/St0-IAOplgI/AAAAAAAAABI/AGFx3q1A-GU/s72-c/coracao_blog1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-3512159468613642267</id><published>2009-10-18T18:48:00.001-07:00</published><updated>2009-10-18T19:58:15.779-07:00</updated><title type='text'>Ah, o Amor!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394123776873832994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/StvG_usNoiI/AAAAAAAAAAw/Kg2BzBsJ4-c/s320/untitled1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, o Amor! Embora haja milhares de livros filosóficos que falem sobre o assunto, além dos de poesia, nunca encontrei um que me agradasse por completo. Ou são sérios demais, ou superficiais demais, poéticos demais, ou meras repetições do que outros disseram. E assim, seus autores sempre acabam viajando na maionese. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe, por mais que existam coisas belas na vida, o que sobra disso tudo se tirarmos o amor? Por exemplo, eu adoro lugares como o da foto abaixo (São Miguel das Missões), mas de que adianta estar sozinho em um lugar assim sem ninguém para compartilhar tal beleza?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394128685380833010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/StvLdcTejvI/AAAAAAAAAA4/OvVajcjRGu4/s320/s%C3%A3o+miguel+das+miss%C3%B5es.jpg" border="0" /&gt; Creio que até mesmo meu mestre, Schopenhauer, exagerou um bocado ao dizer que esse sentimento é uma mera armadilha da natureza para garantir a perpetuação da espécie, e assim prolongar o sofrimento do mundo até o fim dos dias. Que a vida é mesmo uma desgraça e é feita de um sem-fim de sofrimentos, eu estou de acordo. Mas como todo jovem enamorado tendo a discordar e a acreditar que isso vai muito além do que podemos conhecer empiricamente e adentrar o campo da metafísica dos sentimentos humanos. Não, não estou tentando fundar nenhuma nova subdivisão para a metafísica, nem falar de objetos transcendentes, mas sim encarar o fato de que sentimentos estão dentro de nós (nossos corpos físicos) e nos são intrínsecos, e talvez, mais que qualquer outro sentimento, o amor é por excelência o que mais tem poder de nos afetar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me: de que vale um QI de 200 se não se consegue entender uma porra de sentimento que praticamente todos experimentam alguma vez em suas vidas? É sacanagem desses intelectuais ou será que é mesmo tão difícil falar sobre?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, enquanto eu mesmo não sou capaz de achar uma resposta, deixo aqui exposta minha dúvida. E como eu próprio estou experimentando essa sensação maravilhosa, seria meio impróprio escrever uma apologia ao amor. Mas que é bom, ah isso eu garanto que é! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;=)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A propósito: Te amo Phu! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-3512159468613642267?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/3512159468613642267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/10/ah-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/3512159468613642267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/3512159468613642267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/10/ah-o-amor.html' title='Ah, o Amor!'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/StvG_usNoiI/AAAAAAAAAAw/Kg2BzBsJ4-c/s72-c/untitled1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-5852376401093722869</id><published>2009-02-12T20:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T21:04:46.838-08:00</updated><title type='text'>Orgulho acadêmico: a “erva daninha” da filosofia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;Quando adentrei a sala de aula da universidade pela primeira vez, eu estava sedento por conhecimento. Porém, minha ilusão durou pouco. Em menos de uma semana eu ouvi ao menos uma centena de perguntas, dentre as quais, somente umas três eram sensatas. Não é culpa de quem prestou o vestibular, mas dos próprios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;acadêmicos&lt;/span&gt; que definem a filosofia ao seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;bel&lt;/span&gt; prazer, e da imagem vulgar de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;dialética&lt;/span&gt; &lt;em&gt;“&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;non&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sense&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt; praticada pelos supostos “filósofos” que deixa nas pessoas comuns uma imagem distorcida da filosofia. A cada dez pessoas (externas ao curso) com quem converso, nove acham que na sala de aula discutimos sobre “a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cadeiridade&lt;/span&gt; da cadeira”, ou seja, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;qüididade&lt;/span&gt; de uma forma claramente distorcida. Outros, senão os mesmos, crêem veementemente que tudo é relativo, todo pensamento é valido, e não existe conhecimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;efetivo&lt;/span&gt; acerca de algo; neste caso, reconheço o perspectivismo de Nietzsche depois de atropelado por uma manada de mastodontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que ser filósofo era o mesmo que ser virtuoso. Na Grécia antiga o escravo trabalhava e o senhor tinha todo o tempo que quisesse e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;aguentasse&lt;/span&gt; acordado para filosofar. Mas o filósofo também é humano e precisa se alimentar. Assim sendo, se não tem quem trabalhe para ele, trabalha para se sustentar. E a única coisa que pode fazer para tal é se tornar professor. Mas o real problema surge quando alguns acéfalos pensam que ser professor de filosofia é uma boa profissão para sustentar a esposa e os dezoito filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;acadêmico&lt;/span&gt; de filosofia, quanto mais produz (agora temos “cota” de pelo menos dois artigos por ano), mais ganha. E quanto mais discussões se ganha humilhando o adversário, mais brilhante a academia considera o grande pensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia como busca da verdade ficou esquecida em algum lugar do passado, enterrada com os antigos. Com a “filosofia” medieval buscou-se modelar o pensamento de acordo com os dogmas da Igreja, era proibido pensar na não-existência de Deus ou em algo que fosse contra os dogmas da sacrossanta igreja, nem diálogo havia. Mas após a era das trevas, o que noto ao estudar a história da “filosofia” é que sempre que aparece um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gênio&lt;/span&gt; que nos dá alguma luz, aparece também um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;paramécio&lt;/span&gt; em busca de fama para “refutar” o pensamento do primeiro. Ora, se a filosofia consiste na busca pelo que é verdadeiro, seria mais adequado que os pensadores colaborassem mutuamente para o desenvolvimento do conhecimento, senão da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição do termo “filosofia” que julgo mais adequada é: conhecimento pré-científico (essa definição será explorada mais adequadamente em uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;postagem&lt;/span&gt; futura, no momento sirvo-me dela unicamente para melhor ilustrar o que tenho a dizer), cujo principal trabalho é desenvolver definições precisas – pois não se pode pensar sem conceitos – para as diversas ciências e artes. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;atualmente&lt;/span&gt;, na maioria das vezes, ao invés de se utilizar a linguagem como uma importante aliada, faz-se dela a pior inimiga. Esbarra-se também na questão do estilo de escrita, ou melhor, na maioria dos casos dá-se com a cara na parede. Alguns adoram ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dialéticos&lt;/span&gt; e se perderem no infinito de suas próprias alucinações. Outros erraram o caminho do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ateliê&lt;/span&gt; e insistem em confundir filosofia com arte. Com isso não quero dizer que não possa haver arte na filosofia (pois em filosofia pensa-se o “Belo”), mas sim que esse não é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;objetivo&lt;/span&gt; da temática filosófica, sobretudo quando “brinca-se” de tornar o texto mais poético e elegante, comprometendo irremediavelmente a compreensibilidade do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse contexto surgem as mais violentas contendas por mérito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;acadêmico&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Fazem&lt;/span&gt;-se incontáveis textos sobre temáticas já exaustivamente trabalhadas, que não levam a lugar algum, mas que por conta de “mostrar para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;turminha&lt;/span&gt;” a incrível capacidade de obscurecer um texto, multiplicam-se &lt;em&gt;“&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;nauseum&lt;/span&gt;”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não bastassem os professores a fazerem essas bizarrices, os inocentes alunos de graduação fazem suas incursões nesse execrável caminho tão logo sintam suas bolsas de iniciação científica ameaçadas por outrem. Lastimável, porém, a mais dura realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para sustentar o orgulho de “academias”, ou seja, defender &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;timinhos&lt;/span&gt;, organizar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;panelinhas&lt;/span&gt; (na linguagem popular), criou-se a “tradição filosófica”. Todos concordam que filosofia não trabalha com dogmas. Mas pelo menos aqui no Brasil, dá-se um “jeitinho brasileiro” para contornar tal problema: troca-se a palavra “dogma” por “tradição filosófica”. Pronto, agora quem ousar ir contra a “tradição filosófica” vai ser execrado, não vai ganhar bolsa, e não vai ter seu artigo publicado em revista, ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que a universidade se transforma em campo de batalha, e verdadeiros “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Hooligans&lt;/span&gt;” da filosofia são criados todos os dias. Se não se segue o padrão, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Hooligans&lt;/span&gt; certamente manifestarão seu ódio em textos amargurados e terrivelmente intrincados, cheios de palavras difíceis, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;estilosos&lt;/span&gt;, senão pomposos, e principalmente: incompreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo aqui descrito (ainda que brevemente) a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;atual&lt;/span&gt; situação constrangedora por que passa a nossa Filosofia e visando atingir meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;objetivo&lt;/span&gt; (a reflexão acerca do assunto abordado), termino minha exposição com o seguinte questionamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde anda o “amor ao conhecimento”, a sede pela verdade, e a virtude do “filósofo” &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;atual&lt;/span&gt;? No bolso eu sei que não está...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-5852376401093722869?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/5852376401093722869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/02/orgulho-academico-erva-daninha-da.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/5852376401093722869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/5852376401093722869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/02/orgulho-academico-erva-daninha-da.html' title='Orgulho acadêmico: a “erva daninha” da filosofia.'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4357622832998302472.post-4245777166167843096</id><published>2009-02-05T07:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T07:25:32.832-08:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;O presente espaço tem a proposta de levar a conhecimento público o conteúdo de algumas reflexões e estudos que tenho realizado ao longo de meu curso de graduação em Filosofia. Estando eu na reta final do curso e preparando-me para apresentar um projeto de mestrado ao final do presente ano, logo após a apresentação da monografia, eis que de repente me passou pela cabeça que até agora eu nada havia publicado e nem apresentado a alguém que não fizesse parte da minha equipe de professores. Então, em caráter de urgência, resolvi criar este espaço para poder compartilhar alguns de meus pensamentos com o público em geral, verificar qual o nível de aceitação do mesmo e angariar comentários e críticas construtivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Os textos aqui postados são meramente exercícios de escrita com a finalidade de eu poder evoluir como escritor (mesmo que principiante), adquirir algum traquejo e, consequentemente, uma melhor qualidade em minhas exposições. Não tenho a mínima intenção de plagiar qualquer trabalho já escrito, visto que todo o conteúdo aqui postado tem relação direta e única com meus estudos e pensamentos particulares, citarei qualquer fonte de que eu venha a me utilizar e caso venha a existir alguma similaridade com algum trabalho anterior ao meu, basta me informar que em caso de impossibilidade de coexistência de ambos apagarei imediatamente a postagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Este é um espaço aberto para críticas. Toda crítica será bem vinda, desde que seja construtiva. Eventuais ofensas particulares ou crises de raiva incontida e/ou injustificada serão automaticamente deletadas e me reservarei no direito de não responder. Utilizarei-me por vezes da linguagem culta, mas cuidarei particularmente em deixar o texto mais interessante, o que implica necessariamente no uso de uma linguagem bem humorada, eventuais gírias, expressões de cunho popular e até mesmo anedotas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;O que aqui escrevo pode provocar reações muito diversas, portanto, procurarei ser o mais claro possível em tudo que eu expuser, contudo, caso isso não ocorra conto com a ajuda do leitor para melhorar a minha exposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Possuo profunda admiração e respeito pela filosofia e escritos do grande filósofo alemão Arthur Schopenhauer, e parte do meu estilo devo à leitura dos textos desse grande gênio. Consequentemente tenho uma visão anti-dogmática ao extremo, e em nenhum momento estarei expressando minha ultima palavra acerca de qualquer assunto que seja, até porque, viver é estar em constante transição e evolução de pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Não me preocuparei aqui com o padrão acadêmico, pois artigos desse tipo serão reservados exclusivamente para o ANPOF e eventuais colóquios. Contudo, por respeitar o leitor, seu precioso tempo, e a atenção a mim dispensada, farei sempre o melhor que puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Por fim, considero adequado lembrar o princípio de razão suficiente: &lt;em&gt;“nihil est sine ratione”&lt;/em&gt; (nada é sem razão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;Ao leitor de boa vontade e desprovido de dogmas, uma ótima leitura. Ao pseudo-intelectual, uma excelente viagem para a “cucolândia das nuvens”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sapere aude&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4357622832998302472-4245777166167843096?l=demoniofilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/feeds/4245777166167843096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/02/apresentacao_05.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/4245777166167843096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4357622832998302472/posts/default/4245777166167843096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demoniofilosofico.blogspot.com/2009/02/apresentacao_05.html' title='Apresentação'/><author><name>Sr Transcendental</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06378193007722157010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FhbbfyeCQ-U/SYsRANNUesI/AAAAAAAAAAM/yUM7iUkisrc/S220/13-01-09_155840.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
